Febre Aftosa: conhece?

A febre aftosa é uma doença causada por vírus, que ataca bovinos, suínos, ovinos, caprinos e outras espécies animais. Causa não só prejuízos diretos ao desempenho produtivo dos rebanhos, como compromete a saúde humana e prejudica todo o  comércio nacional e internacional de produtos de origem animal. Para enfrentá-la, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento coordena a Campanha de Erradicação da Febre Aftosa.

O sucesso da campanha depende do envolvimento de todos os setores da cadeia produtiva – em particular, produtores, técnicos, empresas produtoras de vacinas, empresas de comércio de vacinas e insumos, associações de produtores, coordenadores de mercado exterior e coordenadores de frigoríficos exportadores.

A vacinação dos rebanhos segue o calendário oficial, obrigatório para cada região do país.  A variação nos calendários para as vacinações está baseada no tipo de atividades que a bovinocultura executa nas diferentes regiões, nas características ambientais e no nível de imunidade do rebanho, como por exemplo: leilões com aglomeração de bezerros, leilões com aglomeração de adultos, vendas de sêmen ou embriões, alagamento temporário das pastagens, dificuldade de trabalhar o gado nos mangueiros e nível de anticorpos circulantes nos rebanhos.

Para cada tipo de movimentação ou aglomeração de animais há uma condição sanitária que determina o tipo de controle e a freqüência das vacinações. É importante salientar que, para a correta vacinação, devem ser observadas a via da aplicação (intramuscular ou subcutânea  para a vacina oleosa) e a região do corpo do animal (tábua do pescoço). Tal prática, se bem executada, diminui o percentual de abscessos causados pela reação à vacina e garante a imunização desejada.

Outra atividade que contribui para a erradicação da doença é o controle efetivo de toda a movimentação do rebanho. Para isso, o órgão de vigilância sanitária da região deve ser informado de todo deslocamento de animais para possibilitar o rastreamento da doença em caso de surtos. Também há, periodicamente, o levantamento da atividade viral nos rebanhos, o que permite o planejamento das imunizações conforme os níveis de atividade viral e de anticorpos circulantes nos animais dos rebanhos.

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